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REFRESCAR AS IDEIAS

… E RECARREGAR AS BATERIAS DA CRIATIVIDADE

Esta é uma oficina para quem quer compreender um pouco mais a respeito da própria criatividade e renovar (ou começar) a relação com a escrita.

Vamos explorar temas como inspiração, criatividade, procrastinação e a aplicação da escrita no dia a dia, seja no trabalho ou na vida pessoal.

Para participar você não precisa de experiência prévia e também não é necessário ter um projeto de escrita.

Aqui, estamos voltadas para sacudir a criatividade e estimular o pensamento criativo.

O caminho para abrir a mente vai passar, além das aulas, por exercícios de escrita e bastante conversa, durante os quatro encontros do curso.

Acompanhe abaixo o que cada encontro vai abordar:

1 – musa da inspiração nunca vi

A criatividade nasce da necessidade, esse dito popular é cheio de sabedoria.

Vamos rever o conceito de inspiração ao longo da história: do sopro dos deuses às cavernas do subconsciente.

Lendo Fayga Ostrower, vamos mergulhar nas noções de percepção, intenção e trabalho.

Vamos derrubar o mito do artista de alma sofredora e da loucura como fonte criativa.

Lendo Charles Watson, vamos falar de ócio, persistência e prática.

E como criar não depende apenas de vontade, também vamos falar de contextos de criação, circunstâncias e forças maiores.

2 – por que procrastino tanto meu deus do céu?

Por que adiamos projetos que queremos fazer?

Quando se instala esse desencontro entre desejo e ação, podemos estar diante de bloqueios técnicos ou bloqueios existenciais.

Há quem diga que procrastinar é um mecanismo de autoproteção, há quem diga que é uma sutil forma de protesto.

Vamos ver o que dizem neurologistas, artistas, publicitários, arquitetos e uma trupe de procrastinadores.

Também vamos falar do censor interno de cada um, do potencial criador da recusa, dos falsos gênios e da defesa de Julia Cameron de um reservatório de inspiração.

3 – não escrevo com ideias, mas com palavras

A humanidade conta histórias sempre e desde sempre.

Somos seres narrativos, até mesmo quando vamos passar instruções adiante.

No entanto, quando a coisa vai para o papel, parece que as regras do jogo mudam, e travamos.

Não mais.

Vamos explorar, com diversos exemplos, as mil possibilidades da forma narrativa e trazer a literatura para a vida real.

Com isso, vamos perder o medo de experimentar quando o assunto é escrever e também quando o assunto é ler, viu?

4 – penso, leio, conecto, reescrevo, logo existo

Mesmo quando erramos, criamos.

Na verdade, em criação, o erro nem sempre é o que parece e a característica singular com a qual nos equivocamos pode acabar se transformando numa marca de autoria.

É a partir do erro que a humanidade e a narrativa evoluem.

Vamos explorar aqui alguns belos erros que se transformaram em revoluções literárias e explorar as nossas próprias falhas como uma maneira de nos aprofundarmos em quem somos.

Também vamos explorar potenciais motivos do cansaço criativo que às vezes nos pega no pulo.

Pois a chamada crise da imaginação tem diversos fatores, de burnout a capitalismo, passando pelas nossas condições pessoais.

Mas será mesmo que a imaginação está em crise?

Quando?

Início: 3/4/24 a 24/4/24 das 17h30 às 19hs

BOLSA DE ESTUDOS

Nos ajude a distribuir bolsas de estudos para este curso. Participe da campanha do Gog no Apoia-se!

REFERÊNCIAS

Artes visuais

  • Improbabilità, Giuseppe Colarusso

Artigo

  • No, Anne Boyer

Capítulos

  • L’Urgence et la Patience, Jean-Philippe Toussaint
  • Um teto todo seu, Virginia Woolf

Entrevista

  • O Processo Criativo, Charles Watson, site do autor

Livros

  • Bartleby e companhia, Enrique Vila-Matas
  • Criatividade e processos de criação, Fayga Ostrower
  • Fallar, Alan Pauls
  • How does it feel, Patti Smith
  • O caminho do artista, Julia Cameron
  • O mez da grippe, Valêncio Xavier
  • Terrorismo poético, Hakim Bey
  • The Dictionary of Obscure Sorrows, John Koenig
  • Uncreative Writing, Kenneth Goldsmith

PROFESSORAS

JULIA DANTAS é editora, tradutora e doutora em Escrita Criativa. Durante três anos, trabalhou na editora Dublinense na seleção e prepração de originais. Foi colunista do jornal Zero Hora e do jornal Rascunho.

Publicou em 2015 o romance “Ruína y leveza“, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

Durante os anos de pandemia, organizou o blog Diários da Pandemia, foi co-organizadora da antologia “Fake Fiction: contos sobre um Brasil onde tudo pode ser verdade” e publicou o folhetim “Pássaros da cidade” na revista Parêntese.

Seu segundo romance, “Ela se chama Rodolfo“, saiu em 2022 pela editora DBA.

CAROLINE JOANELLO é mestre em Escrita Criativa pela PUCRS e uma verdadeira viciada em oficinas de escrita, saraus e grupos de leitura. 

Foi produtora de filmes e teatro, trabalhou como ghostwriter e como designer editorial e, por cinco anos, integrou o time da Livraria Bamboletras.

Tem diversos contos publicados em antologias e revistas, é uma das organizadoras da antologia Vigílias, de 2021 e uma das vencedoras do Edital Arte como Respiro do Itaú Cultural.

Atualmente vive em Porto Alegre e prepara o seu primeiro romance.