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OFICINA – FORMAS DE ESCREVER A PAISAGEM

Formas de escrever a paisagem” é uma oficina dedicada a apresentar e praticar as formas, gêneros e perspectivas que fazem da paisagem o elemento central, o ponto de foco da escrita literária. O curso alia aulas expositivas e práticas, que transitam pelo espaço literário: da prosa à poesia (do romance, do conto e da crônica às formas fixas e ao verso livre), numa expedição pelos gêneros e pela geografia da criação literária.

Ementa: Algumas noções sobre paisagem; a paisagem e o que é íntimo (a memória, o imaginário); a paisagem, a prosa e as maneiras de narrar o espaço geográfico; a poesia e algumas formas poéticas da paisagem; a paisagem e os sentidos; as paisagens fantásticas.

Programa

Aula 1. Paisagem e Memória

  • Conceituação da Paisagem
  • A paisagem como recorte
  • A paisagem como imaginário
  • A paisagem como orgulho
  • A paisagem como vergonha

Aula 2. A paisagem e a prosa

  • Formas de narrar o espaço
  • A espacialidade e o romance
  • A espacialidade e o conto
  • A espacialidade e a crônica
  • A linguagem simulando a paisagem (Falco/Woolf)
  • Exemplos: Federico Falco, Virgínia Woolf, Ledo Ivo, Graciliano, Noemi Jaffe

Aula 3. A paisagem e a poesia

  • As formas poéticas e a geografia
  • Poesia épica
  • Poesia lírica
  • Cordel (galope)
  • Payada
  • Haicai

Aula 4. Os cinco sentidos e a escrita

  • A sinestesia
  • Os quatro elementos
  • Escrevendo para além da visão

Aula 5. As paisagens fantásticas

  • Paisagens reais e inventadas
  • Paisagens mitológicas
  • Paisagens oníricas

REFERÊNCIAS

  • BACHELARD, G. A filosofia do não; O novo espírito científico; A poética do espaço. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
  • CALVINO, Italo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
  • CAUQUELIN, Anne. A invenção da paisagem. São Paulo: Martins, 2007. CUARTAS, Ángela. Madreselva. Porto Alegre: Diadorim Editora, 2023. FALCO, Federico. Planícies. Belo Horizonte: Autêntica Contemporânea, 2022.
  • GIONO, Jean. O homem que plantava árvores. Tradução: Cecília Ciscato e Samuel Titan Jr. São Paulo: Editora 34, 2018.
  • IVO, Lêdo. Ninho de cobras. Maceió: Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2015. JAFFE, Noemi. Írisz: as orquídeas. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
  • MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016. PESSOA, Fernando. Ode marítima. Lisboa: Relógio D’Água Editores, 2013.
  • RUIZ, Alice. Desorientais: hai-kais. São Paulo: Iluminuras, 2001
  • SCHAMA, Simon. Paisagem e memória. Tradução: Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
  • WOOLF, Virginia. A arte da brevidade: contos. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.

Sobre o professor

Gabriel Eduardo Bortulini nasceu em Campinas do Sul, em 21 de março de 1991. É graduado em Jornalismo pela UFSM e tem mestrado e doutorado em Escrita Criativa pela PUCRS. É um dos fundadores da Oxibá Casa da Escrita. Escreve prosa e poesia e alguns de seus textos estão publicados em revistas e antologias. Refúgio para bisões, seu romance de estreia, conquistou o terceiro lugar no prêmio Biblioteca Digital do Paraná e foi publicado pela Matria Editora, em 2024.